segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
sms que não funcionam

"Quero que saiba, em primeira mão, que vou propor o Nuno Melo, o Diogo Feio e a Teresa Caeiro para as Europeias. A aposta é forte, conto consigo", refere uma mensagem de SMS, assinada por Paulo Portas, enviada aos militantes do CDS-PP, cerca das 18:00 de 4ª feira.
A mensagem foi enviada "aos 11.562 militantes que têm telemóvel", uma forma de "privilegiar os militantes e envolvê-los desde o primeiro momento na campanha". A iniciativa é inspirada no presidente norte-americano Barack Obama, que anunciou dessa forma o nome do seu candidato à vice-presidência dos EUA.
Duas horas depois:
O ex-secretário-geral do CDS-PP Martim Borges de Freitas demitia-se, do cargo de conselheiro nacional «em solidariedade» com o anterior líder Ribeiro e Castro, que não foi convidado para integrar a lista às eleições europeias.
A mensagem foi enviada "aos 11.562 militantes que têm telemóvel", uma forma de "privilegiar os militantes e envolvê-los desde o primeiro momento na campanha". A iniciativa é inspirada no presidente norte-americano Barack Obama, que anunciou dessa forma o nome do seu candidato à vice-presidência dos EUA.
Duas horas depois:
O ex-secretário-geral do CDS-PP Martim Borges de Freitas demitia-se, do cargo de conselheiro nacional «em solidariedade» com o anterior líder Ribeiro e Castro, que não foi convidado para integrar a lista às eleições europeias.
Ocorre-me, uma vez mais, o que David Plouff veio dizer a Lisboa.
Estamos em Portugal e não temos um Obama para eleger.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O spinner de Obama II
Convidado pela empresa de comunicação “Cunha Vaz&Associados”, o mentor da campanha de Barack Obama, David Plouffe, veio esta semana a Lisboa dar uma conferência sobre os movimentos de base do século XXI. Na plateia estavam autarcas, particularmente Presidentes de Câmara. Uma conveniência em ano eleitoral.
Não sabemos que soundbytes ficaram do que disse Plouffe.
A partir do que foi possível à imprensa contar, ficam algumas dicas. E de graça!
Com Obama, o vizinho convenceu o vizinho, a campanha foi feita “de ser humano para ser humano”. Os pares sabem sempre o que dizer aos pares. E foram “os olhos e os ouvidos” daquele que viria a tornar-se o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.
Quando alguém que nunca falou em público sobre política decide fazê-lo, as pessoas prestam mais atenção.
Uma campanha de proximidade, de vizinhança é mais eficaz do que a conferência de imprensa.
Os e-mails continham as políticas defendidas pelo candidato.
A campanha reduziu a importância dada aos média tradicionais para apostar na mensagem directa a ser reproduzida nas redes sociais. Muitos dos eleitores de Obama “não vêm notícias” e não compram jornais, procuram informação na Internet e partilham-na.
A Internet e a tecnologia podem ajudar, tendo em atenção que a “autenticidade” continua a ser a chave e que a comunicação politica muda a alta velocidade. “Quando começámos a campanha, ainda não existia o “Twitter”.
O importante é nunca abandonar a estratégia traçada, ainda que se ache que se vai perder.
A partir do que foi possível à imprensa contar, ficam algumas dicas. E de graça!
Com Obama, o vizinho convenceu o vizinho, a campanha foi feita “de ser humano para ser humano”. Os pares sabem sempre o que dizer aos pares. E foram “os olhos e os ouvidos” daquele que viria a tornar-se o 44º Presidente dos Estados Unidos da América.
Quando alguém que nunca falou em público sobre política decide fazê-lo, as pessoas prestam mais atenção.
Uma campanha de proximidade, de vizinhança é mais eficaz do que a conferência de imprensa.
Os e-mails continham as políticas defendidas pelo candidato.
A campanha reduziu a importância dada aos média tradicionais para apostar na mensagem directa a ser reproduzida nas redes sociais. Muitos dos eleitores de Obama “não vêm notícias” e não compram jornais, procuram informação na Internet e partilham-na.
A Internet e a tecnologia podem ajudar, tendo em atenção que a “autenticidade” continua a ser a chave e que a comunicação politica muda a alta velocidade. “Quando começámos a campanha, ainda não existia o “Twitter”.
O importante é nunca abandonar a estratégia traçada, ainda que se ache que se vai perder.
imagem: associated press
terça-feira, 31 de março de 2009
O spinner de Obama

Para David Plouffe, na política, haverá um antes e um depois da campanha de Obama. E é natural que a partir daqui outros a imitem: voluntários a bater a todas as portas, conquistar os votantes que se costumam abster, usar a Internet e as redes sociais para passar a mensagem. Não há mal em imitar. O mal está é no imitar mal e não ter em atenção as realidades. Alguns irão falhar, certamente. Até porque nem todos têm um Obama para eleger.
...(continua)
quinta-feira, 26 de março de 2009
A twittar

Os alunos das escolas primárias deverão dominar ferramentas baseadas na Web como blogues, podcasts, Twitter e Wikipedia.Em contrapartida, os alunos destas classes deixarão de ter como obrigatório o estudo de certos períodos históricos, como a época vitoriana ou a II Guerra Mundial (extensamente coberta no programa do secundário). O fim da rigidez dos programas deverá ser outra novidade, com os alunos a ter mais a dizer sobre a matéria.
Não, não é cá!
Vai ser em Inglaterra e é o "Público" que conta a história, e os factos, na edição de hoje.
domingo, 22 de março de 2009
Pelos vistos parece que a democracia anda mesma alterada

A semana terminou com uma insurreição em torno de um anúncio de auto-promoção da Antena 1.
E, pasme-se! A RTP já cede à CGTP! Fantástico!
E o que dizer sobre as virgens ofendidas oriundas da Soeiro Pereira Gomes, de imediato prontas a saltar para arena mediática? Tanto cinzentismo! Definitivamente, há coisas e organizações que nunca mudam.
E a hipocrisia, que é uma coisa danada ali para as bandas da São Caetano à Lapa.!
A entidade Jota pode manifestar a sua criatividade, justificando-a em nome da liberdade de expressão (ou já todos nos esquecemos do cartaz do Pinóquio?). Mas quando se trata de outras entidades, aqui d’el Rei! Dois pesos e duas medidas?
E o que pensar da postura dos insuspeitos provedores do ouvinte e do espectador, que num parecer conjunto consideraram que o conteúdo do spot "veicula uma mensagem de tom antidemocrático, violadora de um direito constitucional"? Ora essa! A Constituição diz que temos direito à greve, mas não diz que é proibido dizer mal da greve. Mas o spot diz mal da greve? Eu não acho! Pelo menos, não lhe fiz essa leitura.
E, sim, estamos a falar de um spot, não de uma nota informativa. Estamos a falar de uma campanha criativa. Liberdade de criação, sabemos o que é? A liberdade de criação intelectual, artística e científica é uma manifestação (sim, manifestação) particular da liberdade de expressão do pensamento, encontrando-se o seu exercício protegido pela proibição constitucional de qualquer tipo ou forma de censura.
Amplamente crucificada foi a Jornalista Eduarda Maio por ter emprestado a voz à campanha. Estranho também aqui a postura dos dois provedores, ao manifestarem “reserva” pela participação da jornalista. Sendo dois homens de comunicação deveriam saber, ou pelo menos contribuir para esse esclarecimento, que o jornalista está proibido, na lei e na conduta, de dar voz e imagem à publicidade, mas não há nada que o proíba, na lei e na conduta, na participação em campanhas de auto-promoção dos media para onde trabalham.
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